Perguntas Frequentes


Selecionamos os dez principais assuntos mais perguntados, com relevância para as pessoas que estão buscando informações sobre a cirurgia ortognática. Todas as perguntas foram feitas aqui no blog!!!


1) Tenho a mordida errada e não gosto da estética do meu rosto. Obtive informações e vou querer fazer a cirurgia ortognática. É necessário usar aparelho? Qual é a sequência?
- O seu tratamento irá envolver um Ortodontista, que vai colocar o aparelho nos seus dentes, e um Cirurgião Bucomaxilofacial. Cada um irá expor os detalhes da sua área;
- Como Cirurgião, na primeira consulta, costumo conversar sobre a indicação da cirurgia, opções para o caso, vantagens X desvantagens, mudanças estéticas, pós-operatório, riscos e custos. Nesta oportunidade também mostro alguns casos que já foram operados que sejam semelhantes com o caso do paciente em questão;
- Depois que você consultar com os dois, eles irão se reunir para definir o plano de tratamento. Com isso você será informado qual tipo de cirurgia estará mais indicada para o seu caso; qual tipo de aparelho será usado, qual a previsão do uso do aparelho antes e depois da cirurgia;
- O ideal é que você encontre um Cirurgião que seja membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucomaxilofacial.


2) Doutor, já consultei no passado e sei da necessidade da cirurgia ortognática para o meu caso. É necessário o uso do aparelho ortodôntico?
- Sim, a cirurgia ortognática também é chamada de tratamento orto-cirúrgico, por envolver as especialidades de Ortodontia e Cirurgia Bucomaxilofacial;
- O uso do aparelho ortodôntico voltado para a cirurgia ortognática vai permitir que sua mordida encaixe de maneira correta após a movimentação cirúrgica. Além disso, o correto posicionamento dos incisivos (dentes da frente) influencia diretamente na estética labial (projeção, preenchimento);
- Durante a cirurgia, no momento que o maxilar é colocado na oclusão, torna-se necessário fixar nesta posição (bloqueio maxilo-mandibular). Na maioria das vezes o Cirurgião usa o aparelho dentário (arcos, ganchos e braquetes) para fazer a amarração. Alguns cirurgiões preferem usar parafusos para isso;
- Outro fator muito importante é que os braquetes junto do arco ortodôntico fornecem estabilidade dentária, ou seja, os dentes não mudam de posição. Isto permite que o Cirurgião possa confeccionar as guias de acrílico que serão usadas para posicionar os maxilares, sem que haja o risco das guias não encaixarem durante a cirurgia, devido mudança na posição dentária.


3) Qual é o tempo médio do aparelho ortodôntico antes da cirurgia? Eu li a respeito da técnica “benefício antecipado”, qual a diferença?
- O uso de aparelho ortodôntico prévio à cirurgia é a maneira mais tradicional nos casos de preparo para cirurgia ortognática. O objetivo desta etapa é corrigir o posicionamento dos dentes para que, quando for feita a cirurgia, sua mordida encaixe perfeitamente;
- Em geral, o preparo ortodôntico leva em média um ano, isto depende muito da condição dentária prévia, qual tipo de mecânica ortodôntica a ser usada, tipo de cirurgia planejada e também colaboração do paciente (não faltar consultas, não quebrar braquetes etc);
- Esta é a maneira mais usada para realizar cirurgia ortognática: ortodontia para preparar os dentes (aproximadamente 1 ano), cirurgia para corrigir os maxilares e ortodontia pós-operatória para finalizar (aproximadamente 3 meses). A ortodontia tem evoluído muito e cada vez mais estes prazos tem diminuído;
- O preparo ortodôntico prévio traz uma certa segurança para cirurgião e ortodontista pois sabe-se exatamente a posição final que a mordida tem que ficar. Além disso, fica mais fácil para o cirurgião planejar a estética facial pois os dentes já estão na posição final;

- Atualmente existe o conceito de "benefício antecipado" que consiste em operar o paciente logo no início do tratamento. O aparelho é colocado até mesmo dias antes da cirurgia, apenas para permitir a amarração durante a cirurgia;
- Como o nome mesmo diz, antecipa o resultado estético para o paciente, evita este tempo de espera, e também evita a "piora" estética que este preparo causa antes da cirurgia em alguns casos.
- Outra vantagem do benefício antecipado é que os dentes movimentam mais rapidamente no pós-operatório do que nas situações convencionais. Aquele paciente que, no preparo convencional, precisaria de um ano de aparelho antes da cirurgia mais três meses depois, muitas vezes resolve o caso com cerca de seis a oito meses de ortodontia apenas pós-operatória;
- A questão é que esta é uma opção muito nova e poucos profissionais estão dominando o uso. É necessário que o ortodontista esteja familiarizado com a técnica, assim como o cirurgião, pois exige muito planejamento por parte de ambos, já que não se sabe a posição final dos dentes. Esta técnica também não está indicada para todos os casos (assimetrias, deformidades transversas);
- Particularmente eu indico ambas as técnicas. A decisão vai de acordo com cada caso, com as necessidades do paciente e a preferência do ortodontista.


4) Minha mordida é para frente, como sei se meu caso é para uma cirurgia no maxilar superior ou no inferior?
A decisão do tipo de cirurgia envolve três fatores: o caso, o paciente e o cirurgião:
1) O caso: dependendo do formato do seu rosto e da posição da sua mordida é possível filtrar quais opções podem ser usadas: somente aparelho, disjunção palatina; cirurgia de maxila; cirurgia de mandíbula; cirurgia combinada (maxila e mandíbula); mentoplastia (queixo);
2) O paciente: alguns pacientes querem apenas corrigir a mordida, sem vontade de mudanças estéticas. Outros pacientes sabem do problema de mordida, mas junto apontam a vontade de alguma correção no rosto ou melhora estética. Um terceiro tipo de paciente prioriza a mudança estética.
Então, o mesmo caso, dependendo da vontade do paciente pode ser encarado de três maneiras diferentes. Isto pode variar desde indicar o tratamento cirúrgico, até um procedimento envolvendo uma cirurgia combinada;
3) Cirurgião: o principal é a vontade do paciente. Cabe ao Cirurgião juntar as informações sobre o caso e o desejo do paciente para elaborar o plano de tratamento. Cada profissional tem as suas experiências e preferências que ele vai preferir na hora de indicar o tratamento.


5) Como é a recuperação da cirurgia ortognática? Dói? Como farei com a alimentação?
- Em geral o tempo de internação no hospital costuma ser de 24 horas. Hoje em dia, a maioria dos pacientes interna e opera pela manhã e vão de alta na mesma noite, ou na manhã seguinte;
- Esta é uma cirurgia que muito raramente o paciente relata dor. Tanto no hospital quanto em casa são usados analgésicos de fraca e média potencia. Somente em alguns casos isolados o paciente sente a necessidade de tomar algo mais forte contra dor;
- Nos primeiros dias você terá uma limitação física de uns 2 dias para se recuperar do ato cirúrgico, ou seja, vai ficar a maior parte do tempo deitada ou sentada. Nada te impede de ler, trabalhar no computador. Depois disso você poderá fazer atividades de rotina como andar pela casa, ir ao mercado ou cinema;
- Costumo pedir ao paciente que reserve uma semana para repouso físico. Não marque compromissos dentro desse prazo. Alguns pacientes se sentem bem e voltar ao trabalho de escritório, computador com 2-3 dias de cirurgias. Mas para não ter falha, reserve uma semana.
- Por uma questão social (inchaço, dificuldade para falar), se o seu trabalho depende de atender o publico, falar, vender etc... reserve 2 semanas. Se você se sentir bem antes que isso pode voltar. A partir da primeira semana você pode ir retomando seus compromissos, nada de exagero, você mesma vai sentir o que pode e o que não pode;
- Fonoaudiologia é interessante para os casos de grandes movimentações pois ajuda a corrigir a postura da língua, movimentação oral etc. Ela está indicada a partir do dia que o seu cirurgião te liberar;
- O mesmo acontece com a drenagem linfática, os pacientes fazem para acelerar a regressão do edema, não é obrigatório fazer. Eu costumo liberar meus pacientes para fazer a partir do segundo dia de pós-op.


6) Qual a diferença entre a técnica da boca aberta e da boca amarrada? Qual é a mais indicada?
 - Quando fazemos uma cirurgia na maxila (maxilar superior) não tem diferença entre as técnicas. Por esta cirurgia o paciente sempre sai com a boca aberta;
- Quando fazemos a cirurgia na mandíbula é que temos duas opções: Osteotomia Sagital (boca aberta) ou Osteotomia Vértico-Sagital (boca amarrada);
- A técnica com a boca amarrada é uma opção para pacientes que precisam de cirurgia na mandibula. A grande vantagem é que o paciente não tem alteração na sensibilidade do lábio inferior (parestesia), ou seja, ficar com dormência. Para as pessoas que sofrem com dores na articulação esta também é uma técnica mais eficaz. Isto é fato, as pesquisas mostram isso e posso te dizer que vivencio isso nos meus pacientes, assim como tenho colegas com a mesma opinião;
- A desvantagem da Osteotomia Vértico-Sagital é que nem sempre conseguimos colocar as miniplacas e miniparafusos. Então o paciente precisa ficar de 2-3 semanas com a boca amarrada, alimentação apenas através de líquidos. Dessa forma, podemos considerar que a recuperação é um pouco mais lenta;
- Alguns profissionais dizem que esta é uma técnica ultrapassada. Isto não é verdade. A técnica original foi modificada e posso te dizer que realizamos até em menor tempo, talvez com menor inchaço. Acontece que algumas pessoas não dominam a técnica e por isso criticam;
- A Osteotomia sagital tem a grande vantagem de sair com a boca aberta. Na primeira noite já pode comer dieta pastosa. Com isso a recuperação é mais rápida. A desvantagem é o risco de parestesia (ficar com o lábio amortecido ou dormente), algo em torno de 5% de acordo com as pesquisas;
- Se você optar pela técnica de boca amarrada sua alimentação será líquida. Se for bater no liquidificador pode ser qualquer alimento. Para não perder muito peso você pode fazer algum tipo de suplementação. Se você optar pela técnica da boca aberta sua alimentação será líquida-pastosa e não precisa bater no liquidificador, massas, frango desfiado, carne moída... pode comer sem restrições;
- De certa forma eu concordo que a técnica escolhida deve ser a que o cirurgião domine. O ideal seria que o cirurgião dominasse ambas as técnicas e, junto com o paciente, escolher qual a mais indicada para o caso;


7) Olá! Vai fazer três meses que me submeti a uma cirurgia ortognática, classe II, avanço de mandíbula. Estou muito feliz com o resultado. Os edemas só duraram a primeira semana. Minha única queixa é a dormência no queixo. Existe algum mecanismo para acelerar a volta da sensibilidade?
 - Nas cirurgias de avanço de mandíbula (classe II) é comum acontecer dormência temporária do lábio e queixo. Na maioria dos pacientes a sensibilidade retorna em semanas ou até alguns meses.;
- Isto acontece devido ao nervo mandibular que corre dentro do osso da mandíbula. Quando é realizada a osteotomia sagital (para os casos de avanço) a separação é feita próxima do trajeto do nervo. Devida esta manipulação que ocorre a perda temporária da sensibilidade (neuropraxia);
- Em geral não existe uma receita para corrigir isto depois de instalado (exceto a prevenção).  Alguns cirurgiões prescrevem remédios (base de vitaminas) que ajudam no reparo nervoso. Além disso, poderia citar fisioterapia, acupuntura e laser;
- Fisioterapia, e isto também inclui a drenagem linfática, é usada para acelerar o retorno da sensibilidade. Os pacientes costumam notar melhoras significativas com a fisioterapia. Fonoaudiólogos e fisioterapeutas, especializados em motricidade oral, podem fazer isso por ti.
- Em raros casos, de 3 a 5%, o paciente pode ficar com uma pequena porção do lábio com diminuição permanente da sensibilidade. Nesses casos mais graves a acupuntura e o laser são as tentativas mais válidas. Felizmente isto é raro.
Infelizmente, após 1 mês de cirurgia, considero que teu caso se enquadra nisso. Ainda tem tempo para voltar ao normal. Tenha paciência, aos poucos a sensibilidade retorna e você vai se acostumando com isso. Encontrar um fonoaudiólogo ou fisioterapeuta especialista em motricidade oral é uma boa pedida.


8) Olá, Doutor. Estou feliz por ter encontrado este blog. A minha dúvida é sobre usar pinos e placas de titânio. Este material é reabsorvido pelo organismo?
- Após a movimentação dos maxilares é necessário realizar algum tipo de imobilização para que o osso cicatrize. O mais comum é usar as miniplacas e miniparafusos de titânio;
- O titânio não é reabsorvido pelo organismo. O paciente fica com eles pro resto da vida, sem problema algum devido sua biocompatibilidade. Não existe indicação para removê-los. Não aparece e não incomoda os pacientes. Além disso, o titânio não aparece em raio-x de aeroporto, nem de porta de bancos;
- Quando realizamos cirurgias na maxila (parte superior) quase sempre é necessário usar miniplacas e miniparafusos para fixar;
- Nas cirurgias de mandíbula (parte inferior) existem duas técnicas. Na osteotomia sagital a imobilização é feita apenas com parafusos ou com miniplacas + parafusos. Na osteotomia vértico-sagital a imobilização se dá com o bloqueio maxilo-mandibular (quando o paciente fica 2-3 semanas com a boca amarrada), nesse caso não vai miniplacas nem parafusos;
- A decisão da técnica cirúrgica e tipo de fixação cabe ao cirurgião. Ele decide baseado em cada caso e também de acordo com a experiência e preferência dele. Eu costumo expor os pós e contras e o paciente ajuda na escolha;
- Existem alguns miniparafusos e miniplacas que são feitos de material reabsorvível. Estes materiais são muito caros e não tem qualidade melhor que o titânio. Por isso, no Brasil e em quase todo o mundo, os materiais de titânio são os mais usados. Estes materiais reabsorvíveis estão indicados para alguns casos de fraturas em crianças;


9) Vou fazer a minha cirurgia ortognática no próximo mês, meu caso vai ser avanço de maxila e rotação de mandíbula. Eu não gosto da minha estética facial. Queria saber se posso fazer junto a minha cirurgia do nariz (rinoplastia)?
 - Sim, é possível fazer a rinoplastia junto da cirurgia ortognática, isto dependeria do seu Cirurgião Bucomaxilofacial acertar os detalhes com o seu Cirurgião Plástico. A vantagem é que você aproveita e faz tudo na mesma anestesia geral. Mas também tem desvantagens;
- Quando a cirurgia ortognática envolve o maxilar superior sempre temos uma alteração no formato do nariz, como resultado da cirurgia de maxila. Eu conheço muitos pacientes que não gostavam do formato do nariz e que depois da cirurgia ortognática ficaram satisfeitos, sem precisar mais da rinoplastia. Por isso considero ideal a cirurgia ortognática ser feita antes.
- Se ambas cirurgias forem realizadas no mesmo dia, fica difícil para o trabalho do cirurgião plástico pois o nariz vai estar diferente de quando ele consultou, com edema etc;
- Fazer ambas as cirurgias no mesmo dia pode aumentar muito o tempo de anestesia geral. A anestesia geral para ortognática ou apenas para a rinoplastia, conhecida por ser segura, pode se tornar um pouco mais complexa do ponto de vista de anestesia;
- Quando a cirurgia ortognática vai ser apenas na mandíbula (maxilar inferior) fica muito favorável, nesse caso, fazer as duas cirurgias juntas;
- A rinoplastia pode ser feita em um segundo tempo até mesmo com sedação (isso vai da preferência do cirurgião plástico);
Com todos estes fatores acima eu não recomendo a realização de ambas as cirurgias no mesmo dia, caso sua cirurgia ortognática envolva a maxila. Repito que se quiser é possível. Caso sua cirurgia ortognática envolve apenas o maxilar inferior (mandíbula) a indicação muda, podendo facilmente fazer as duas cirurgias.

10) Minha esposa e eu estamos com dúvida sobre o tratamento de nossa filha, ela tem o queixo para trás e sorriso gengival. A ortodontista nos disse que pode tratar somente com aparelho ou com cirurgia e aparelho (mais recomendado por ela). Estamos tomando a decisão, mas antes queria saber quais são os riscos envolvidos?
 - Com relação aos riscos, vamos dividir em riscos à saúde e riscos locais;
- A cirurgia ortognática trata-se de uma cirurgia eletiva (programada), que é considerada delicada apenas pelo fato de envolver a estética facial, a posição da mordida, o sorriso... não pelo fato de ser muito invasiva. A rotina envolve realizar exames de saúde e uma consulta prévia com o anestesista antes da cirurgia... Considerando um quadro como este, os riscos à saúde são estatisticamente muito baixos, praticamente desprezíveis;
- Com relação aos riscos locais, eu poderia citar dois: a parestesia e a recidiva. A parestesia é a perda de sensibilidade temporária dos lábios, como já discutimos em outros posts, raramente acontece e geralmente retorna. A recidiva é a tendência do osso voltar à posição, esta era uma preocupação mais do passado, quando não se tinham as miniplacas e miniparafusos de titânio;
- Sobre a decisão de operar ou não, envolve escolhas pessoais. Se sua filha está contente com a estética facial e o seu Ortodontista disse que resolve a questão dentária, não precisa operar. Coloca apenas o aparelho e resolve a mordida. Tratamento mais simples;
- Se para resolver o caso sem cirurgia terá que envolver a extração de dentes permanentes (chamado de compensação), nesse caso deve-se repensar. Vejo muitos pacientes procurando soluções para a estética facial anos depois desse tipo de tratamento. A compensação, em geral, tende a piorar a estética da face;
- Se ela não está satisfeita com a estética, seja pela falta de projeção da mandíbula, seja pelo sorriso gengival, você deve procurar um Cirurgião Bucomaxilo e fazer a cirurgia ortognática. Com certeza esta é a melhor opção;
- A cirurgia tem poucas complicações, é um procedimento seguro. Hoje em dia a recuperação é rápida, internação curta. Neste blog você pode acompanhar várias pessoas com dúvidas e queixas no pós-operatório, e minha função aqui é ajudá-los. Mas posso te garantir que a grande maioria dos pacientes evoluem no pós-operatório sem queixas, sem nenhum problema... só que estes pacientes não vão para a internet depois escrever... só procura o blog quem está com dúvidas ou com problemas;
- Procure um Cirurgião de confiança, membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucomaxilofacial, e faça uma consulta pra saber qual a cirurgia mais indicada para o seu caso, qual a sequência, como é o pós-operatório, recuperação e etc...

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